16.2.11

Circle - Flyleaf.


Ontem eu estava ouvindo músicas no modo aleatório, enquanto voltava pra casa de noite. Depois de um dia cheio no colégio, eu estava cansada, e eu vou confessar, tenho medo de ficar sozinha com meus pensamentos. Tenho medo do que eu posso vir a pensar, sem querer. Ou, sei lá. É complicado dizer. Só sei que um pouco de música (boa) me afasta de qualquer pensamento ruim.
Então lá estava eu, esperando alguma música com uma palavra boa. E o que me aparece?
Flyleaf.
Já começou bem, porque nunca vi uma banda cristã de rock pesado, e com letras tão profundas que tocam lá no fundo da alma. Além da voz linda da Lacey, o Jarey e o Sameer são dois dos guitarristas mais talentosos que eu já ouvi. A bateria de pegada forte do James dá o andamento perfeito em quase todas as músicas, sem falar do Pat no baixo. E a letra dessa música me fez chorar.
Espero que ela tenha algum efeito sobre você.

Circle encircles the earth
Chance and choice break his heart
His innocent arm moves to save me and I am spared
His beautiful arm is bloody and cut off
His heart ripped out to show me he loved me
But I would not believe him
He did all that he could
I still would not believe him

I left his arms empty and tied
Out stretched for me until he died
I left his arms empty and tied
Outstretched for me until he died

No man shows greater love
Than when a man lays down his life
For his beloved

I left his arms empty and tied
Outstretched until he died
I left his arms empty and tied
Outstretched for me until he died

Here I'm alive
And I don't have the right
And he gave me the right
Costing him his life
New mercy's in the morning

I believe
What if I believe you now
Could it ever change this
Forgive me, believe me
Please come back tonight

I believe
What if I believe you now
Could it ever change this
Forgive me, believe me
Please come back to life
Come back to my life

I believe
What if I believe you now
Forgive me, believe me
Please come back to life


Círculos rodeiam a terra
O acaso e escolha quebram o coração dele
Seu braço inocente se move para me salvar e eu sou poupada
Seu lindo braço está sangrento e cortado
Seu coração arrancado para me mostrar que ele me amava
Mas eu não acreditaria nele
Ele fez tudo que podia
E ainda assim eu não acreditaria nele

Eu deixei seus braços vazios e amarrados
Estendidos para mim até que ele morreu
Eu deixei seus braços vazios e amarrados
Estendidos para mim até que ele morreu

Nenhum homem mostra amor maior
Do que um homem que entrega sua vida
Por seus amados

Eu deixei seus braços vazios e amarrados
Estendidos para mim até que ele morreu
Eu deixei seus braços vazios e amarrados
Estendidos para mim até que ele morreu

Aqui eu estou viva
E eu não tenho o direito
E ele me deu o direito
Custando sua vida
Novas misericórdias a cada manhã

Eu acredito
E se eu acreditar em você agora?
Poderia mudar isso?
Me perdoe, acredite em mim
Por favor, volte esta noite


Eu acredito
E se eu acreditar em você agora?
Poderia mudar isso?
Me perdoe, acredite em mim
Por favor, volte a viver
Volte para minha vida

Eu acredito
E se eu acreditar em você agora?
Me perdoe, acredite em mim
Por favor, volte a vida

As pessoas acreditaram nele só DEPOIS que ele morreu. E ainda hoje, as pessoas não acreditam. Depois de tudo que ele tem feito por nós.
Jesus foi o sacrifício final. E o que é mais inspirador nisso é que ele teria morrido, do mesmo jeito, se fosse apenas por mim ou por você.

Trilha Sonora: Circle - Flyleaf ♫

O Paradoxo da Fé


“Desejo uma fé que funcione. Uma que eu possa acionar sempre que preciso. Que resolva meus problemas sem me dar muito trabalho. Eficiente e infalível. Desejo uma fé que funcione na realização de outros tantos desejos. Simplesmente porque a quantidade deles extrapola meus recursos, limites e mesmo força de vontade.

Esse mundo oferece muitas coisas; não dou conta de conquistar todas elas. Alguém me disse que a fé pode ajudar. Preciso de uma fé simples, sem grandes desafios ou exigências. Algo mais parecido com um roteiro, um mapa ou uma receita. Que não me obrigue a reflexões, mas apenas procedimentos. Faça isso… agora aquilo… deste jeito… tantas vezes… Seria o ideal.” – diz alguém sem qualquer compromisso.

É tão mais fácil ter uma fé que não é exatamente a fé bíblica, histórica, dos homens e mulheres que pagaram o preço de um relacionamento com Deus, não é? Seria mais como encontrar uma lâmpada mágica, daquelas que abrigam gênios poderosos, que esfregamos para fazer pedidos e receber os resultados. Por que não?

Como nunca encontraremos lâmpada nenhuma, tentamos fazer da Bíblia uma espécie de caixa mágica dos desejos. A lemos, não para aprender suas lições, princípios e valores, mas para nos apropriarmos do poder que ela deve ter. “Afinal, é a Palavra de Deus. Deve funcionar.” – Continua esse mesmo alguém.

Mas não é assim que funciona! Devemos nos aproximar de Deus com um coração reverente e um espírito submisso, interessado muito mais em obedecer à Sua vontade que em satisfazer nossos anseios. Se negarmos a nós mesmos e nos rendermos aos propósitos do Senhor, seremos felizes de fato e veremos nossos sonhos mais íntimos realizados, como jamais imaginamos.

O Reino de Deus é o Reino de ponta-cabeça, diz Donald Kreybel. É abrir mão para ter, perder para ganhar, ser o menor para ser o maior, morrer para viver, não ter nada para tudo ter. Paradoxos que fazem sentido.

Essa é a fé que funciona! A fé que não faz sentido e que faz TODO O SENTIDO!

Deus abençoe grandemente cada um!


Adaptação. Original por Camila Zaponi
Trilha Sonora: Walk By Faith - Jeremy Camp ♫

7.2.11

Um dia..

Um dia não sentirei tantas dores.
Um dia não verterei tantas lágrimas.
Um dia não terei lembranças tão amargas.

Um dia não estarei tão triste.
Um dia não terei tantos medos.
Um dia não terei tantas dúvidas.

Um dia mirarei algumas cicatrizes e sorrirei.
Um dia lembrarei do que foi ruim e ainda assim agradecerei.
Um dia já não serei tão estranha a mim mesma.

Um dia olharei para as pessoas com mais amor.
Um dia já não me chatearei tanto com a humanidade.
Um dia aprenderei como podemos ser simples e prudentes ao mesmo tempo.

Um dia serei mais tranquila e  serena.
Um dia entenderei como disse o poeta: que tudo vale a pena se a alma não é pequena.
Um dia aprenderei a viver todos os dias e não apenas existir.

Um dia  serei mãe.
Um dia, quando mãe, brincarei de fazer castelos na areia com meus filhos.
Um dia, quando mãe, vou querer sofrer a dor de meus filhos e emprestar meu coração para que eles sintam a dor que eu os julgarei incapazes de suportar.

Um dia amarei como ainda não amei e viverei um amor que ainda não vivencie. Não um qualquer amor, não um amor de ficção, quero um amor de verdade, e cuja realidade pareça fruto da minha louca imaginação. Um amor que me faça lembrar e esquecer. Que me faça rir e chorar. Que me abandone por um instante e depois corra para me abraçar. Que firme meus pés no chão e minha alma nas nuvens. Um amor que me queira quando doce, agridoce e até mesmo meio-amarga. Um amor só meu.

Um dia viajarei para bem longe, o mais longe que já sonhei, o mais longe que já desejei.
Um dia verei povos diferentes, ouvirei sons que não entenderei, sentirei cheiros que nunca senti, provarei aquilo que nunca comi.

Um dia sorrirei o sorriso que ainda não sorri.
Um dia darei  o colo, o abraço e o beijo que ainda não dei.
Um dia estarei próxima do próximo que ainda não me aproximei.
Um dia viverei tudo aquilo que por enquanto apenas sonhei.

E, um dia, o mais especial dia de todos os dias, estarei nos braços Daquele que me criou para cada um desses dias que imaginei.

Original por Meninas do Reino

3.2.11

Questione-se

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Luana recebe um e-mail daquelas “correntes” que tem no mínimo 4 “FWs” na frente do titulo, que sempre é em CAPS LOCK, escrito algo como: POR FAVOR, SE VOCÊ TEM CORAÇÃO, LEIA.
De cinco que ela recebe nesse estilo, um ela abre, dependendo do grau de importância da pessoa que encaminhou a ela. Passa o mouse na barra de rolagem, querendo chegar ao fim logo. Vê que tem uma foto de uma criança e que em letras grandes os pais desesperados pedem que alguém ajude a encontrá-la, que ela só tinha 6 anos, e que eles não perdem a esperança de que esteja viva, e blábláblá.
“Ema ema” – Luana cantarola baixinho, e segue sua vida normalmente.

Marcos teve uma semana mediana, de altos e baixos com Deus, no domingo está muito cansado, porque havia passado a última madrugada acordado estudando pra uma prova muito difícil na sua faculdade de psicologia.
Mesmo assim, ele vai ao culto, porque era ceia e tal, ele não podia perder. Ele não faz idéia do que foi pregado, o pastor não sabia pregar de um jeito que atraísse sua atenção. No final teve apelo, umas quinze pessoas foram à frente, quebrantadas, aceitando Jesus publicamente como seu Senhor e salvador pessoal. Marcos se levanta, julgando que o mais importante (a ceia – que só acontecia uma vez por mês) já havia acontecido, ele tinha participado, bonitinho.
Chegando em casa, toma um banho e vai dormir. Corpo fresco, consciência leve. A prova para a qual ele tanto havia estudado seria no dia seguinte, bem cedinho. Bocejou alguma coisa pra Deus, pedindo concentração no dia seguinte, mas antes do amém já estava dormindo. No dia seguinte, Marcos levanta atrasado e reclamando como sempre, vai fazer a prova e segue sua vida normalmente.

Fernanda está na casa de uma amiga, combinaram de ver um filme com alguns outros jovens da igreja. Uma das garotas chega morrendo de rir e junto com ela mais umas pessoas que ela não conhecia. Entre essas pessoas havia um garoto com muitos trejeitos “estranhos”. Fernanda vira para a sua amiga ao lado e cochicha “hmmmm, essa coca é fanta”, elas riem e fazem questão de reparar a noite inteira em quão ridículo ele era com aquele rímel e aquela sobrancelha definida. E quando abria a boca então, que voz fina era aquela? Elas mal acreditavam! Que aberração. Ficaram a noite toda debochando do menino. Ele nem liga. “É tão normal esses crentinhos idiotas cochichando de qualquer coisa mesmo. Babacas” – pensa ele.
O menino gay, a menina crente amiga do menino gay, e a Fernanda e todos os outros voltam pras suas casas e seguem suas vidas normalmente.

Moral da historia: não tem moral na historia. Nenhuma dessas histórias de vida carrega nenhuma moral, nenhum respeito, nem um pingo de temor.
A salvação chegou à vida de cada um desses jovens e ao invés de alegria contagiante, se tornou conformismo entediante.
A Luana vai à igreja desde que nasceu e não se lembra da história do filho pródigo. Não cai nenhuma ficha quando ela recebe os emails de pais desesperados buscando pelos seus filhos. Ela não se lembra que é Deus aquele Pai que rejubila quando seu filho perdido é encontrado. Ela cantaria “ema-ema” se Deus compartilhasse com ela seu coração partido por tantos filhos perdidos?
Ah não, acho que não. Porque ela nem sequer conversa com Ele, então não corre esse risco.
O Marcos estuda, mas também adora uma festa. Consciente, como sua mãe gaba que ele é, ele não se importa de perder alguma festa pra estudar ou pra estar em algum evento da igreja. Mas naquele domingo, naquele domingo de ceia, se ele soubesse a festa que ele perdeu, ele se arrependeria, porque ele mais do que não ir a uma festa, ele chegou a ir e foi embora na melhor parte. “Há festa nos céus quando um pecador se arrepende”. Ele perdeu a festa uma vez. Aquela festa boa, que valia por quinze. Pra fechar a noite, chegando em casa, perdeu outra, porque se ele se arrependesse haveria mais uma.
A Fernanda é uma menina com potencial, mas o amor que ela recebe de Deus, ela escolhe pra quem devolve. Se Deus abomina o homossexualismo, ela quer distância. Não era assim que era pra ser?
Não era?
Não, não era. Eles seguiram suas vidas normalmente. Pra onde será que eles seguiram?

*Esse texto termina com uma pergunta, porque o propósito dele é aumentar a interrogação que começa pequena em todos nós, e logo vira fumaça porque é uma pergunta sem resposta. E se é polemica, e se exige sacrifício (tempo, esforço, suor, VIDA), a gente logo deixa passar, porque preferimos viver como se fossemos desse mundo. Questione-se. Dobre o joelho em cima de uma questão e somente se levante quando tiver a resposta.

Adaptação. Original por Lenara

Trilha Sonora: Bird Without Wings - The Material ♫